Bolas negras, em fundo branco
Qualquer semelhança com a realidade é pura especulação imaginada, não descurando os aspectos mais interessantes nos sentimentos humanos, como sejam nas emoções e na própria envolvência com a vida, que de certa forma, se tornam quase semelhantes em cada ser. Este conto foi elaborado e escrito entre 21 de Outubro e 2 de Novembro… o qual me deu um tremendo gozo arquitectar as situações quase momentaneamente em que as escrevia como se fosse um filme de fita vazia que se preenchia à medida que as palavras surgiam.
Não perdi tempo, nem dinheiro nesta edição a roçar o virtual. Pode-se perder uma amizade, um sorriso, uma palavra de carinho ou agradecimento… mas de seguida, também se poderá encontrar logo outra que nos acalenta a vida em estrondosas gargalhadas… Meus amigos, mais uma vez, a minha predisposição no montar as palavras foram com a maior das boas intenções que partilhei este meu conto, sem qualquer espécie de pretensiosismo. Sempre que escrevia, era à velocidade do pensamento sem qualquer esquema previamente montado, nem revisado, pois as palavras iam rolando à medida que assumia a trama, a paixão e o amor proibido do próprio conto apropriava-se livremente do meu pensamento. E eram elas, as palavras, que comandavam a minha imaginação, a minha fantasia e a minha vontade, e as quais galopavam desenfreadamente sem qualquer controlo na escrita, era na emoção desencadeada e no próprio sentimento subjacente a todos os sentidos que nos comanda a força de viver que as manobrava de forma espontânea.
Não quero ser escritor, não pretendo nem sequer, ter tal afoito neste meu fragmento, porque escrever é uma tarefa árdua e muito dolorosa. Mas ao mesmo tempo, vou ganhando uma maior cumplicidade com as letras e elas ganham estigma para nunca desistir de escrever. Se numa remota hipótese um dia publicasse algo meu, continuaria a não ser escritor, mas sim um homem que ama as palavras que inventa e escreve duma forma sentida envolvendo-me nelas, à medida que elas tomam posse de mim como se apenas fosse o veículo que as transposta. Escrever por si, só, não se torna complicado, mas quando se tem a perfeita noção das limitações subjacentes na articulação das palavras numa gramática asserível e bem estruturada a todos, e sobretudo àqueles que a dominam com uma mestria linguística, o que não é o meu caso. O prazer de escrever acresce os valores da língua como uma mais-valia. Quando tiver a perfeita noção cuja minha escrita trará algo de novo, e encontrar essa linha condutora que me norteia, num cunho pessoal da qual ela faça a diferença, então publicarei. Mas nunca serei um escritor, mas apenas um homem que ama a sua língua tanto escrita e até na sua própria sonoridade. Muito ainda terei que fazer para aperfeiçoar e aprender a dominar as palavras. Mas bem ou mal, elas serão sempre minhas, e só deixarão de o ser quando forem publicadas, porque aí, passará a ser do publico que as lerá, e os quais tornar-se-ão meus cúmplices nesta mesma fantástica inocência que me domina, e assim, libertei-me delas.
Acreditem, quando deixar de escrever, é porque morri… Deixarei ficar um bloco em branco, vazio. Aos amigos que tiveram o privilégio do ser e me leram, com o intuito de o preencherem com as vossas palavras mais sentidas nesse bloco, agora vazio… Mas partirei feliz, porque tenho plena consciência que muitas delas, ficarão para sempre dentro de vós como uma espécie de ensinamento à vida. Arrojo ou arrogância? Talvez, mas é assim que o sinto.
Agora meus amigos, vou descansar um pouco de escrever e irei dedicar-me mais à leitura de dois livros que me aguardam para serem lidos, um do António Lobo Antunes – O Arquipélago da Insónia e outro da Margarida Rebelo Pinto – Português Suave. Mas obviamente, aquele por quem nutro uma maior simpatia é sem margem para dúvidas António Lobo Antunes, muito embora, acredite, que a Margarida quando chegar à mesma idade terá o seu espaço garantido no meio literário, já o tem, claro… Mas refiro-me àqueles romancistas que nunca mais morrem, porque ficarão eternos.

Todos os textos publicados no blog Andy More assim como no Friedrich Andy igualmente no Netlog são de autoria do próprio, não sendo permitido qualquer espécie cópia, quer seja ela através de fotocopia ou de outra forma digitalizada por se reservar os direitos de autoria.
Qualquer semelhança com a realidade é pura especulação imaginada, não descurando os aspectos mais interessantes nos sentimentos humanos, como sejam nas emoções e na própria envolvência com a vida, que de certa forma, se tornam quase semelhantes em cada ser. Este conto foi elaborado e escrito entre 21 de Outubro e 2 de Novembro… o qual me deu um tremendo gozo arquitectar as situações quase momentaneamente em que as escrevia como se fosse um filme de fita vazia que se preenchia à medida que as palavras surgiam.
Não perdi tempo, nem dinheiro nesta edição a roçar o virtual. Pode-se perder uma amizade, um sorriso, uma palavra de carinho ou agradecimento… mas de seguida, também se poderá encontrar logo outra que nos acalenta a vida em estrondosas gargalhadas… Meus amigos, mais uma vez, a minha predisposição no montar as palavras foram com a maior das boas intenções que partilhei este meu conto, sem qualquer espécie de pretensiosismo. Sempre que escrevia, era à velocidade do pensamento sem qualquer esquema previamente montado, nem revisado, pois as palavras iam rolando à medida que assumia a trama, a paixão e o amor proibido do próprio conto apropriava-se livremente do meu pensamento. E eram elas, as palavras, que comandavam a minha imaginação, a minha fantasia e a minha vontade, e as quais galopavam desenfreadamente sem qualquer controlo na escrita, era na emoção desencadeada e no próprio sentimento subjacente a todos os sentidos que nos comanda a força de viver que as manobrava de forma espontânea.
Não quero ser escritor, não pretendo nem sequer, ter tal afoito neste meu fragmento, porque escrever é uma tarefa árdua e muito dolorosa. Mas ao mesmo tempo, vou ganhando uma maior cumplicidade com as letras e elas ganham estigma para nunca desistir de escrever. Se numa remota hipótese um dia publicasse algo meu, continuaria a não ser escritor, mas sim um homem que ama as palavras que inventa e escreve duma forma sentida envolvendo-me nelas, à medida que elas tomam posse de mim como se apenas fosse o veículo que as transposta. Escrever por si, só, não se torna complicado, mas quando se tem a perfeita noção das limitações subjacentes na articulação das palavras numa gramática asserível e bem estruturada a todos, e sobretudo àqueles que a dominam com uma mestria linguística, o que não é o meu caso. O prazer de escrever acresce os valores da língua como uma mais-valia. Quando tiver a perfeita noção cuja minha escrita trará algo de novo, e encontrar essa linha condutora que me norteia, num cunho pessoal da qual ela faça a diferença, então publicarei. Mas nunca serei um escritor, mas apenas um homem que ama a sua língua tanto escrita e até na sua própria sonoridade. Muito ainda terei que fazer para aperfeiçoar e aprender a dominar as palavras. Mas bem ou mal, elas serão sempre minhas, e só deixarão de o ser quando forem publicadas, porque aí, passará a ser do publico que as lerá, e os quais tornar-se-ão meus cúmplices nesta mesma fantástica inocência que me domina, e assim, libertei-me delas.
Acreditem, quando deixar de escrever, é porque morri… Deixarei ficar um bloco em branco, vazio. Aos amigos que tiveram o privilégio do ser e me leram, com o intuito de o preencherem com as vossas palavras mais sentidas nesse bloco, agora vazio… Mas partirei feliz, porque tenho plena consciência que muitas delas, ficarão para sempre dentro de vós como uma espécie de ensinamento à vida. Arrojo ou arrogância? Talvez, mas é assim que o sinto.
Agora meus amigos, vou descansar um pouco de escrever e irei dedicar-me mais à leitura de dois livros que me aguardam para serem lidos, um do António Lobo Antunes – O Arquipélago da Insónia e outro da Margarida Rebelo Pinto – Português Suave. Mas obviamente, aquele por quem nutro uma maior simpatia é sem margem para dúvidas António Lobo Antunes, muito embora, acredite, que a Margarida quando chegar à mesma idade terá o seu espaço garantido no meio literário, já o tem, claro… Mas refiro-me àqueles romancistas que nunca mais morrem, porque ficarão eternos.

Todos os textos publicados no blog Andy More assim como no Friedrich Andy igualmente no Netlog são de autoria do próprio, não sendo permitido qualquer espécie cópia, quer seja ela através de fotocopia ou de outra forma digitalizada por se reservar os direitos de autoria.

Andy





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